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Só pra lembrar...

... quando se fala em "caos", não se fala em energia desorganizada, que, por ação sinérgica, pode ser o início de um processo?

Será que cabe falar em "caos aéreo"?



Escrito por Mauro Dunder às 22h43
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"LEVEI UM SUSTO IMENSO/ NAS ASAS DA PANAIR"

Bons tempos em que o susto imenso era nas asas da letra de música. Seria - vai ser, então - muito óbvio falar sobre a tragédia [anunciada, por sinal] com o avião, aqui em Sampa. Mas não dá pra deixar passar.

Estive em Salvador na semana passada. Fui sentir a tal "baianidade", que segundo alguns amigos, não se explica, apenas se sente - ainda tô elaborando a visita, depois conto o que senti... Na véspera de voltar pra casa, a notícia: diante dos meus olhos, na tela da tevê de plasma do restaurante no Pelourinho, o fogo e uma legenda pouco explicativa: acidente mata 170 em São Paulo.

O temor se fez realidade: sim, era de um avião; sim, era da TAM, mesma empresa em cujo avião eu voaria quatro horas mais tarde.

Claro que é de indignar, de fazer ter vontade de gritar. Mas isso todo mundo já disse.

Pra mim, o acidente com o vôo da TAM teve gosto de previsão macabra (que não se concretizou, obviamente... Não estou escrevendo do além, embora meu país tenha produzido fatos e notícias "do além", como se diz no popular), de tragédia anunciada.

Quando João Hélio morreu, perguntamos; quando Renan vendeu bois, perguntamos novamente; agora, o avião caiu e perguntamos, mais uma vez: E AÍ, NÃO VAMOS FAZER NADA?



Escrito por Mauro Dunder às 22h39
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