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"MAIS UM ANO SE PASSOU/ E NEM SEQUER OUVI FALAR SEU NOME..."

É o que o meu blog me diria, se pudesse.

Faz quase um ano que não passo por aqui. Dei-me conta disso quando, navegando pelo UOL, li uma manchete que me levou ao UOL Gay, e que me levou a uma notícia do Mix Brasil, que me fez escrever um comentário. E aí, comentário, site, Parada Gay... Voltei pra casa. E incomodado...

Faz quase um ano que não passo por aqui, e muito pouco aconteceu de significativo. Sim: a corrupção não acabou, o Brasil não saiu do armário legal. Significativo? Perdemos Paulo Autran... Dá até vontade de voltar só daqui a um ano...

Monótono. Mas não posso dizer o mesmo da minha vida pessoal. Amanhã comemoro o quarto dia dos namorados acompanhado (aqui, a rotina é novidade, para quem me conhece há mais de três anos...), mudei de emprego, de vida e de endereço. Continuo gordo, a síndrome metabólica me assusta, mas não consigo reagir. Sexta-feira, começam minhas férias (sim, porque isso, graças a Deus, não muda...).

Por falar em susto, a Mira, professora que trabalha comigo na Graduada, me mostrou uma foto aterrorizante. Eis a legenda de O Estado de S. Paulo: "A Agência Espacial Européia divulga imagens do lixo espacial acumulado na órbita terrestre. Há cerca de 12 mil objetos em volta do planeta, a maioria de satélites mortos, pedaços de foguetes e outros materiais sobre os quais não se tem nenhum controle." Já pensou se isso tudo começa a despencar de lá? Bem, brasileiro é capaz de fazer desse ferro velho umas "gambiarras": aquela porta de armário que caiu; o barraco para morar; uma pinguela para atravessar o córrego. É capaz até de, na 25 de março, os pedacinhos mais "portáteis" virarem souvenires - de gosto duvidoso, claro, como patinhos piscantes e outros "mimos" da velha rua do comércio popular paulistano.

É. É divertido. Acho que não vou voltar só ano que vem, não. Volto antes...

 



Escrito por Mauro Dunder às 16h50
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