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Sopa de Letras | |||||||||||||||
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MAIS DO MESMO... E É BOM... Estou aqui em casa, assistindo, pela enésima vez, ao tributo feito a Freddie Mercury, na década de 1990. Ao ver figuras como David Bowie, Annie Lennox, George Michael, artistas que fizeram parte da minha adolescência e que, mesmo hoje, continuam por aí, fazendo sucesso, começo a duvidar daquela pressão gigantesca que sofremos, todos - em menor ou maior medida, mas todos -, pelo novo, pelo diferente, por aquilo que se convencionou chamar, na era da velocidade, de "criativo". Temos a obrigação de inovar, o que sempre deu certo precisa ser substituído pelo novo, porque... é novo! E o antigo não serve mais, é coisa de "tempos d'antanho", para usar uma expressão, essa sim, antiga. E precisa ser substituído, porque.... é velho! Não porque não sirva mais, não porque se descobriram maneiras de fazer melhor, mas simplesmente, muitas vezes, simplesmente porque é "velho". E nem venham me dizer que isso é coisa de brasileiro, que não tem memória e não respeita seus idosos, nem sua idosa mais idosa de todas, a própria história. Não mesmo. Até porque, muita coisa nova deveria também ser substituída... Talvez pelo velho, que funcionava... Ou alguém duvida que Freddie Mercury, compulsoriamente substituído, é melhor do que o Axl Rose (que aparece, neste momento, na minha televisão, assassinando "We will rock you"...)? Será que alguém aí também duvida que Elton John é melhor do que qualquer uma dessas cantoras pop que, para mim, são todas iguais (nem peça pra eu dizer quem é a Mariah Carey ou a Christina Aguillera...)? Não é saudosismo, nem apego ao passado. Sem dúvida, algumas coisas mudaram para muito melhor. Esta maquininha que uso para escrever este texto é a prova disso. Não há saudosismo nem melancolia que me façam acreditar que as velhas Olivettis eram melhores do que meu PC, com todos os problemas que ele possa ter. Também não se contesta que ter uma pneumonia hoje assusta, mas muito menos do que há 100 anos, graças aos avanços da medicina. Mas que não se pode generalizar, isso é certo. Aliás, a idéia de que prudência e equilíbrio são fundamentais e nos ajudam a ver o mundo com mais clareza é milenar. E não se desmente. Nunca. Em tempo: agora é Lisa Minelli quem canta "We are the champions". Quer combinação melhor? Só se Freddie estivesse com ela, ao vivo e em cores, em carne e osso... Taí, Mário Chico. Acho que isso explica, ao menos em (pequeníssima) parte, essa minha esquisitice de ter saudade...
Escrito por Mauro Dunder às 11h50 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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